Atacando o Problema da Execução

A implementação dos melhores processos de execução de pedidos pode ser reduzida à forma como se optimizam três elementos numa instalação: o tempo de “set-up”, o tempo de deslocação e o processo de execução propriamente dito.

“O objectivo de todo o processo de execução é o de minimizar o tempo usado na execução”, explica Kevin Hume, director dos serviços de consultoria da ESYNC. “Se vocês pensarem no processo de execução de pedidos em função das três etapas, podem controlar onde estão a gastar mais tempo e usar essa informação para obterem maiores ganhos.”

Set-up é o processo de recolha da informação necessária sobre o trabalho que tem que ser efectuado adicionado do tempo necessário para fazer a preparação necessária. Por exemplo, no “batch picking” isto pode envolver a recolha de skates, das etiquetas para identificar cada skate e das listas de execução. Tipicamente vão ver tempos maiores de set-ups com sistemas sofisticados de execução, como “zone picking” ou “pick and pass”, onde se trabalha múltiplas encomendas ao mesmo tempo. Nestes casos parte-se do princípio que o investimento feito no tempo de set-up irá, posteriormente, reduzir o tempo de deslocação.

Depois, à que considerar o tempo médio de deslocação, ao longo das diversas localizações, para toda a execução. Uma vez encontrado o tempo médio de execução, pode-se sempre procurar formas de reduzir o tempo gasto nas deslocações. Por exemplo, fará sentido colocar os artigos de alta rotação nas localizações mais à frente, perto dos cais, mesmo considerando que isso fará aumentar o tempo de deslocação para os artigos de baixa rotação. É importante não esquecer que a redistribuição dos artigos pelo layout do armazém pode requerer tecnologia e equipamento para transportar os artigos de baixa rotação.

O terceiro elemento é o processo de execução propriamente dito. “Vocês podem querer representar o processo de execução em termos matemáticos”, diz Hume. “O tempo de execução é o tempo que é necessário para identificar a localização de execução, retirar o produto e coloca-lo no contentor de execução, seja ele skate, palete ou caixa.”

Adicionalmente existe um “tadeoff” tecnológico associado ao processo de picking. Esse tradeoff resulta da comparação entre o que custa conferir manualmente as quantidades e corrigir os erros, versus o custo de um sistema de gestão armazém e um sistema comunicação de rádio frequência direccionado para a execução.

Uma vez avaliados cada um deste elementos, é possível comparar os diversos métodos de execução, de forma a determinar quais das metodologias melhor se adaptam ao volume da operação e ao horizonte temporal usado para elaborar o planeamento e a definição estratégica do negócio.

Este texto é uma interpretação livre de um artigo publicado a 4 de Abril de 2006 na “Modern Materials Handling”, por Bob Trebilcock.

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