Tecnologia de reconhecimento de voz versus luz direccionada

“Deixem que a matemática guie a vossa decisão” dizia Paul Lightfoot CEO da AL Systems num seminário intitulado “Voice is Best (except when it isn’t)” – “A voz é melhor (excepto quando não é)”, onde se discutia as tecnologias de reconhecimento de voz e de luz direccionada aplicada à execução e arrumação de mercadorias.

As tecnologias sem papel (paperless) aplicadas à execução e arrumação – ambas voz e luz – melhoram a produtividade, aumentam a precisão e optimizam a utilização da força de trabalho, dizia Lightfoot. Com a sua aplicação praticamente todos os erros desaparecem e a redução da actividade necessária com estas tecnologias sem papel pode ir de 40 a 50%.

Mas quais das tecnologias – voz ou luz – é a mais eficiente? De acordo com Lightfoot, cada uma delas produz os melhores resultados em diferentes circunstâncias. Para escolherem devem considerar ambas as parcelas da equação; por um lado, o investimento necessário e, por outro, os beneficios esperados na produtividade.

A tecnologia de voz obtém os melhores resultado em cenários de baixa densidade operacional, ou seja, em operações de execução de artigos de baixa rotação e com equipas de execução relativamente pequenas. Em cenários de baixa rotação a tecnologia de voz apresenta rácios de produtividade equivalentes à da luz mas requer valores de investimento mais reduzidos. Para operações de alta densidade, com equipas numerosas e produtos de alta rotação, a tecnologia de voz é consideravelmente menos produtiva e requer um investimento superior.

A tecnologia de voz é claramente preferida em ambientes com artigos de baixa densidade, executados à unidade. A tecnologia de luz direccionada é a opção correcta para operações de alta rotação com um elevado número de operadores, que são caros de equipar com o equipamento de reconhecimento de voz.

Em operações onde convivem situações mistas, uma solução híbrida, com luz nas áreas de alta rotação e voz nas de baixa rotação, é o ideal. Com isto, ficamos com o melhor de ambos os mundos em termos de produtividade e de montante de investimento. Segundo o autor esta situação mista tornar-se-á cada vez mais frequente nos próximos tempos.

Este texto é uma interpretação livre de um artigo publicado a 29 de Fevereiro de 2006 na “Modern Materials Handling”.

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