Os Armazéns Têm que Combinar Espaço e Tempo

Gerir armazéns é um jogo de espaço vs. tempo. Desenhar um armazém eficiente requer uma combinação de capacidade de armazenagem (espaço) com volume movimentado e a produtividade (tempo).

Esta é a opinião expressa por Robert Silverman, presidente da empresa de consultoria Gross & Associates, na recente conferencia anual de Warehouse Education and Research Council.

A maior parte dos armazéns, diz Silverman, desperdiçam muito tempo e espaço, Num armazém típico, apenas 10% do espaço cubico é realmente ocupado por produtos. Do mesmo modo, os operadores dos armazéns ocupam a maior parte do seu tempo a realizar a tarefa que lhes é menos produtiva – viajar de um lado para o outro.

“Vocês deverão querer fazer tudo o que é possível para reduzir o tempo de deslocação”, diz Silverman. Que técnicas produzem melhores resultados? “A número 1 é sem dúvida slotting (atribuição de slots ou locais de execução/armazenamento)”, diz ele.

Silverman defende que a atribuição de locais de execução é a via de não só reduzir os tempos de deslocação mas também de melhorar a ergonomia do layout para os executantes e reduzir o congestionamento nos bastidores.

De modo a ganhar tempo Silverman propõe adicionalmente as seguintes medidas:

  • Utilizar meios mecânicos – tais como carroceis, passadeiras e sistemas de separação automática – de forma a conduzir o trabalho até os operadores.
  • Estabelecer zonas de execução avançada (para concentrar numa zona perto da expedição a execução de pequenas quantidades de muitos artigos)
  • Fazer uso de sistemas automáticos que direccionem as actividades de arrumação e reabastecimento dos locais de execução.

Para obter poupanças de espaço, Silverman propõe:

  • Utilização de empilhadores especiais que trabalhem em corredores estreitos.
  • Optimizar a disposição dos pilares em novas construções.
  • Escolher sistemas de manuseamento de materiais – carrosséis e sistemas de alta intensidade de armazenamento – que permitam tirar o melhor partido da cubicagem.
  • Encontrar formas criativas de usar o espaço em altura, como por exemplo passadeiras elevatórias.
  • Recolher boa informação sobre a cubicagem de forma a auxiliar o planeamento, como por exemplo fazer o scaner das caixas de modo a determinar as suas correctas dimensões.
  • Como a maior parte dos armazéns apenas usam efectivamente 10% da capacidade cubica de armazenagem, um aumento da utilização da cubicagem existente de apenas 2 a 3% pode ter um impacto de 20 a 30% na capacidade real de armazenagem.

    Este texto é uma interpretação livre de um artigo publicado por Staff, a 6 de Janeiro de 2006 na “Modern Materials Handling”.

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