Crossdocking: a melhor forma de manusear produtos é não ter que o fazer

Poucas temáticas abordam este conceito (manuseamento de produtos) de forma tão dramática como o crossdocking, uma vez que este elimina armazenamentos intermédios e reduz os ciclos temporais.

Embora exista uma infinidade de cenários de crossdocking, qualquer um requer uma infra-estrutura que suporte um fluxo continuo de produtos desde a origem até ao ponto de venda final. No sector de retalho, os produtos poderão ser embalados e etiquetados com dados específicos que identifiquem a loja ou um endereço de destino pelo fornecedor antes de entregar os produtos no centro de distribuição.

Durante a recepção no centro de distribuição, manual ou automaticamente identifica-se cada item entregue, separa-se e coloca-se numa área de preparação para posterior entrega às lojas. Noutra alternativa o fornecedor entrega os produtos em blocos (não separados) no centro de distribuição e este usa o seu sistema para distribuir o stock pelos diversos pontos de entrega, de acordo com as quantidades necessárias para o reaprovisionamento de cada loja.

A condição mais importante para viabilizar o crossdocking é visibilidade da procura e da situação de stock em tempo real ao longo de toda a cadeia de abastecimento. Outras condições necessárias são:

– configuração e desenho de sistemas de manuseamento de produtos automáticos ou convencionais, com o objectivo de minimizar os tempos das deslocações entre a recepção e a expedição.
– sistemas de processamento de encomendas de clientes por EDI ou Web-based, que possibilitem o envio e a recepção da informação separada pelos locais de entrega, garantindo assim a visibilidade do stock por local de entrega.
– sistemas de gestão de armazém que trabalhem com ASN (advanced shipping notice) no planeamento das entradas de mercadoria, que tenham a possibilidade de controlar fluxos de mercadoria para locais específicos de consolidação de expedição e capacidade para planear os timmings de expedição.
– sistemas de captura de dados como leitores de códigos de barras, RFID e/ou sistemas de voz, de modo a obter uma identificação exacta e em tempo real dos artigos tanto na entrada como na saída de mercadoria.
A Manuel da Mata Seleccionou o WPMS para a Nova Plataforma Logística

Fundada em 1987, a Manuel da Mata (www.manueldamata.com) é uma empresa que opera no ramo da comercialização de materiais de construção, estando implementada na Região Autónoma da Madeira, mas operando a nível nacional.

Segundo os seus responsáveis, a empresa tem como missão “contribuir para o desenvolvimento da Região Autónoma da Madeira no âmbito da construção civil e obras públicas, proporcionando materiais de construção civil da mais elevada qualidade, fiabilidade e na melhor relação qualidade/preço”.

Trata-se de uma empresa com um elevado dinamismo, apresentado uma estratégia de consolidação de quota de mercado no sector, apostando no reconhecimento de altos padrões de qualidade tanto da sua marca como das representadas e mantendo um intenso programa de investimentos a diversos níveis, nomeadamente em infra-estruturas, novas tecnologias, recursos humanos e marketing.

Integrada nessa política de expansão e modernização, está a construção de um centro de distribuição central, a partir do qual a Manuel da Mata irá proceder ao abastecimento das suas lojas e à entrega directa a todos os seus clientes. Este centro de distribuição albergará cerca de 30.000 referências, distribuídas por dois pisos, num total de cerca de 4.500 m2, o que representa uma elevada densidade de SKUs por m2.
Para gerir esta plataforma logística, a Manuel da Mata seleccionou o WPMS, como sistema de gestão de armazém, incorporando na sua operação logística uma importante componente tecnológica, fazendo uso da comunicação via rádio frequência para a captura automática de dados e para direccionamento dos operadores na execução das suas diversas tarefas.

É com satisfação que a Isretail vê o seu produto para a gestão de armazéns – o WPMS – ser reconhecido, tendo sido seleccionado como um elemento de importante valor na persecução da política de investimentos da Manuel da Mata na componente de novas tecnologias.

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