Indicadores de Performance: Sistemas Transaccionais ou Data Warehouses

Na minha actividade profissional de consultoria e implementação de sistemas de gestão de armazém (SGA), deparo-me frequentemente com a questão de quais os indicadores de performance (KPIs se preferirem), que de uma forma standard são calculados pelo software. A questão é deveras pertinente, não pela lista de KPIs a calcular mas, e acima de tudo, pela “localização” desses KPIs, qual dos softwares disponíveis prestarão o melhor serviço a quem necessite dessa informação para tomar decisões.

Os indicadores de performance devem ser trabalhados pelos sistemas transaccionais (SGA ou outros), responsáveis pelo bom funcionamento dos diversos departamentos numa base diária, ou por sistemas de Business Intelligence, suportados em data warehouses, especialmente vocacionados para armazenar e tratar grandes volumes de dados?

A resposta dependerá necessariamente de dois factores; o valor que a organização atribui à informação de gestão e como pretende usa-la para aferir do cumprimento da sua estratégia e apoiar a tomada de decisão. Para investir na produção de informação de gestão de qualidade é fundamental a perspectiva de retorno desse investimento, os benefícios resultantes da sua utilização.
Apesar de todos afirmarem que estamos a viver o primado da informação, muitas são as empresas que falham o processo de criar informação de gestão de qualidade.

Num certo sentido, produzir informação pode e deve ser encarado como um “processo industrial”; numa primeira fase é necessário recolher matéria prima. Aqui entram os sistemas transaccionais, como os ERPs e os SGA que criam grandes volumes de informação, com um elevado grau de detalhe.
Depois, numa segunda fase, entram os data warehouse, concebidos para armazenar e tratar grandes quantidades de dados, de modo a produzir os indicadores de performance mais adequados a cada organização em cada momento do tempo. A consideração da variável tempo é fundamental, pois os objectivos das organizações são dinâmicos, vão mudando ao longo do tempo e os indicadores têm forçosamente que acompanhar essas mudanças, caso contrário continuarão a medir algo que já não tem interesse para a organização.

Evidentemente que existe a tentação, digamos que “economicista”, de procurar colocar o tratamento estatístico de dados nos sistemas onde estes são gerados, mas os resultados obtidos têm mostrado que não é o caminho a seguir. Grandes casas produtoras de software já tentaram seguir este caminho e recuaram perante os maus resultados obtidos.

A verdade é que os sistemas transaccionais, por muito flexíveis que sejam nunca conseguirão responder de forma satisfatória à grande dinâmica exigida ao tratamento estatísticos de dados de gestão.
Adicionalmente temos a questão do armazenamento de dados. Contar com os sistemas transaccionais para armazenar grandes volumes de dados, para tratamento estatístico, é seguramente incompatível com a necessidade de manter excelentes tempos de resposta das aplicações, na sua utilização diária, para garantir a boa operacionalidade dos departamentos de uma organização.

A Logística surge naturalmente como um departamento especialmente sensível a quebras de performance nos tempos de resposta das aplicações, uma vez que conduz directamente a perda de produtividade dos operadores e logo ao aumento dos custos operacionais.

Como produtora de software especializado para a gestão de armazém, a Isretail mantém um grande empenho em garantir excelentes performances do seu SGA, o WPMS, tornando-o invulnerável a aumentos de carga, quer pela via de número de utilizadores simultâneos, quer pelo volume de dados transaccionados.

Num sector tão dinâmico como o da Logística, onde se reconhece a importância da manutenção permanente de programas de melhoria continua como factor de sucesso, é de esperar que as necessidades de indicadores de performance apresentem igualmente um elevado dinamismo, incompatível com um quadro de KPI Standards.

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