Selecção do Tipo de Racks a Usar

Seleccionar o tipo de racks correcto para armazenar os produtos faz toda a diferença relativamente ao aproveitamento de espaço e nível de produtividade das operações logísticas.

Para se poder proceder à selecção do tipo de estrutura de armazenagem é fundamental desenvolver um perfil do stock de cada produto. Neste perfil deve ser incluído o número total de paletes em stock e as dimensões das paletes por artigo ou SKU (Stock Keeping Unit).

Com base na quantidade média de paletes que se encontram em stock de cada artigo, é possível definir um conjunto de regras para atribuir tipos de estrutura a artigos. Por exemplo, se uma determinada SKU tem uma média entre 1 e 5 paletes em armazém, os Racks Simples Convencionais (uma palete de profundidade) são o tipo de estrutura recomendado. Segue-se uma lista dos tipos de estruturas mais usados.

Entre uma média de 1 a 5 paletes/SKU deve-se usar Racks Simples Convencionais (uma palete de profundidades)
Entre uma média de 6 a 8 paletes/SKU deve-se usar Pushback ou Flow Rack de 2 Profundidade
Entre uma média de 8 a 10 paletes/SKU deve-se usar Pushback ou Flow Rack de 3 Profundidade
Entre uma média de 10 a 15 paletes/SKU deve-se usar Pushback ou Flow Rack de 4 Profundidade
Entre uma média de 15 a 20 paletes/SKU deve-se usar Pushback ou Flow Rack de 5 Profundidade

O tipo de estrutura de Drive-In só é recomendável para situações onde o stock médio em armazém ultrapassa as 20 paletes/SKU. Dependendo do número de paletes de stock médio, a profundidade do Drive-In pode ir de 2 a 6 paletes.

Racks Simples Convencionais
Este tipo de estrutura permite a movimentação e execução mais eficiente do produto. Normalmente os corredores têm entre os 3 e os 4 metros de largura entre os dois lados. Se por um lado este tipo de estrutura oferece uma grande acessibilidade e menor probabilidade de congestionamento (dois empilhadores podem movimentar-se sem dificuldade), consome mais espaço de armazém do que as outras estruturas.

Racks Pushback
Trata-se de um tipo de racks de maior densidade de armazenagem. O trade-off que existe nos tipos de estrutura é que à medida que a densidade de armazenagem aumenta a facilidade na execução diminui. Em termos de regra de rotação de stock este tipo de estrutura trabalha com o LIFO (Last In First Out). Portanto este tipo de estrutura não é o mais adequado para garantir uma rotação adequada do produto, especialmente se é necessário controlar a data de fim de validade.

Flow Racks
Em termos de regra de rotação de stock, suporta o First In First Out (FIFO). Este é um tipo de estrutura excelente para produtos onde a rotação é importante. O sistema funciona fazendo uso da gravidade. O operador do empilhador alimenta a estrutura com paletes no lado de trás dos racks e as paletes deslizam para o lado da frente dos racks. Assim a parte de trás é para reabastecer o stock e a parte da frente para a execução. Esta separação de actividades ajuda a diminuir o congestionamento dos corredores. Se por um lado este tipo de estrutura é de alta densidade, requerendo menos espaço para armazenar a mesma quantidades de paletes do que os Racks Simples, por outro lado vai inutilizar as traseiras dos racks para efeitos de colocação de outro módulo de execução.

Racks Drive-In
O Drive-In oferece a maior densidade de armazenamento. É uma boa opção quando o espaço é crítico, tal como em situações de ambientes refrigerados e congelados. No entanto deverá ser utilizado com moderação, pois normalmente um bastidor só deverá ter um SKU, caso contrario a acessibilidade ao stock pode estar em risco. Neste tipo de estrutura também não se consegue garantir o uso do FIFO de uma forma rigorosa, pois existem restrições de acessibilidade às paletes aí colocadas.

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