Um Ano Morno Para os Operadores Logísticos

Segundo Patrick Burnson, editor executivo da revista Logistics Management, os operadores logísticos irão ter um ano de 2009 nada brilhante.

Um analista de grande renome, afirmou que o ano de 2009 deverá ser o primeiro ano em que o mercado dos operadores logísticos terá um crescimento negativo nas receitas brutas, desde que se começou a manter registos desta informação em 1996.

Dick Armstrong, CEO da Armstrong & Associates, Inc – empresa de consultoria e estudos de mercado da cadeia de abastecimento, especializada em estudos do mercado de operadores logísticos –  afirmou que os seus mais recentes estudos apresentavam um quadro bastantes complexo.

“Após 11 modestos meses em 2008, em Dezembro as receitas dos operadores logísticos caíram e têm-se mantido deprimidas durante 2009.”

Segundo este estudo, a queda das receitas brutas em 2009 deve ser de 8,8%. A margem bruta tem sido menos afectada nos operadores logísticos não detentores de estrutura própria e dos que praticam serviços de valor acrescentado.

Grandes organizações como a C.H.Robinson, Kuehne+Nagel e outras grandes empresas de transporte reportam perdas de receitas líquidas entre 3% e 10%. Os ganhos antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITA), assim como os ganhos antes de juros e impostos (EBIT) caíram proporcionalmente. Adicionalmente, espera-se que as receitas líquidas dos transportadores irão cair ainda mais 5%.

Armstrong afirmou ainda que apesar deste cenário, bastantes responsáveis por operadores logísticos estão a fazer investimentos, preparando-se para o futuro. O elemento diferenciador é a tecnologia de informação. As empresas que continuam a investir parte dos seus lucros em TI vão prevalecer sobre as que nada fazem.

Um estudo recente mostra que 60% dos operadores logísticos estão a reportar quebras nas receitas brutas e liquidas para este ano.

No entanto entre os operadores logísticos que se especializaram em serviços de valor acrescentado, 57% estão a reportar aumento das receitas líquidas. O mercado de operadores logísticos no sector automóvel e no retalho vertical estão a registar as maiores quebras, apresentando projecções para 2009 de reduções de receitas na ordem dos 32% e 23% respectivamente. Os operadores logísticos que se dedicam ao ramo alimentar e à logística inversa estão em crescimento.

Sendo este o cenário dos Estados Unidos, até que ponto o mercado português de operadores logísticos estará a acompanhar esta tendência, será a pergunta que surge naturalmente.

Não sei qual será a resposta correcta, mas provavelmente a retracção sentida no mercado americano não se fará sentir em Portugal com tanta intensidade, devido aos efeitos menos nefastos da crise mundial no nosso mercado e ao menor peso da logística contratada (11,3% em Portugal contra os 28,8% da América do Norte) e à elevada concentração do mercado de operadores logísticos, onde os 10 maiores operadores logísticos controlam 75% do mercado.

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